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Transporte de animais vivos: entenda essa discussão

Embarque de bovinos vivos que foi suspenso por alguns dias em Santos em fevereiro, segue em discussão.

Desde o início do ano a porto de Santos, em São Paulo, tem sido destaque em relação à exportação de animais vivos. Em fevereiro, o Navio Nada ficou suspenso por alguns dias de seguir viagem levando pelo menos os 25 mil animais que já estavam embarcados há dias para a Turquia.

Esse ato aconteceu devido aos protestos entre ativistas e ONGs afirmando que os animais estavam em precárias situações e sofrendo maus tratos.

Segundo eles, a exportação de animais vivos é uma das piores formas de sofrimento animal e continua ocorrendo no país. Só que essa ação foi parar em votação na Câmara Municipal de Santos (SP) que aprovou uma lei, na noite de segunda-feira, dia 26, proibindo o transporte de carga viva na área urbana do município. Agora a lei precisa ser aprovada pelo prefeito.

Como essa lei pode afetar o setor?

Esse impasse merece discussão. Lembrando que o Brasil é um dos maiores exportadores de carne bovina do mundo, segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) – um mercado de R$ 5,3 bilhões ao ano apenas ao país.

Só que em relação a essa produção da carne, a maioria é congelada, ou seja, os animais são abatidos no Brasil e depois levados aos países compradores.  Mas faz 20 anos que o Brasil também vende os animais vivos, e a Turquia é um desses países. E a cada ano tem crescido o número de transporte de animais vivos, principalmente para países muçulmanos que tem uma tradição de cortar o animal segundo as origens e crenças de cada país, e religião.

Porém, percebendo este crescente aumento do transporte de animais vivos em embarque, como no porto de Santos é que grupos e ONGs de defesa dos animais têm feito denúncias de maus-tratos sofridos pelos animais transportados.

Para não afetar o setor, a Associação Nacional da Pecuária Intensiva – ASSOCON se manifestou dizendo que se aprovada a lei pelo prefeito de Santos (SP), Alexandre Barbosa essa lei pode afetar negativamente o setor da carne bovina no país. 

Vamos ficar atentos as discussões!

 

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